lunes, 16 de noviembre de 2015

SCHOOLS - BBC - CHRISTIANITY

By: Scribe Valdemir
Source: http://www.bbc.co.uk/schools/religion/christianity/

Christianity is the largest religion in the world with over 2 billion followers. 42 million people in Britain today describe themselves as Christian, and there are 6 million who are actively practising.
Christianity is focussed on the life and teachings of Jesus Christ, who Christians believe to be the Son of God. Jesus was born in Bethlehem in the Middle East over 2000 years ago.
The Christian holy book is the Bible. It is divided into the Old and New Testaments.
The New Testament explains how God sent his only son, Jesus Christ, to restore the broken relationship between people and God which had been caused by human wrong doing.
Jesus was executed on a cross (Crucifixion) as a criminal by the Romans, and according to Christian teaching after three days he rose from the dead (the Resurrection)
Christians believe that there is only one God, but that he is revealed in three different forms:
  • God the Father
  • God the Son
  • The Holy Spirit
Christians model themselves on the life and teachings of Jesus Christ. Jesus taught people to love God and love their neighbour.
Right Reverend Riah in St Michael-le-BelfreyMany Christians worship in churches. Some groups meet in homes and other buildings. 'Church' means the gathering of Christians as well as the building in which Christians worship.
Their leaders are called priests or ministers.
Different ways of understanding Christian teachings has led to groups of Christians worshipping in different ways. These denominations include the Church of England, the Roman Catholic Church, the Eastern Orthodox Church and many others.
Many churches hold a service called Communion, Eucharist or Mass, in which bread and wine are shared together, just as Jesus did with his followers before his death.
The most important Christian festivals are: LentEaster andChristmas

domingo, 11 de octubre de 2015

LIVRO: GUIA DE ESTUDO BÍBLICO - COMPLETO

Escriba Valdemir publica livro GUIA DE ESTUDO BÍBLICO. 213 páginas na qual explica as doutrinas da Bíblia em Teologia Sistemática e o Manual de Vida Cristã (Pode ser adquirido impresso por:amazon.com, clubedeautores.com.br e outras livrarias virtuais) 


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O Guia de estudo bíblico marcou a vida de muitas pessoas em Santos/SP quando escrevi e o utilizava em xerox encadernado. Este livro foi durante muito tempo o Manual da Fé Cristã usado pela igreja onde pastoreei e ainda hoje dezenas de pessoas tem uma cópia deste livro em fotocópia. Nele contêm as explicações básicas das doutrinas e práticas cristãs. A Bíblia Sagrada é um guia para levar o homem ao conhecimento de Deus e da sua vontade. Este livro foi escrito em 1990, e servia como livro de estudo para novos convertidos em uma igreja evangélica. Os dogmas fundamentais do cristianismo são expostos em uma teologia sistemática muito simples e fácil de aprender, e na parte final do livro, abordo a vida cristã no padrão de santidade exigido por Deus para aqueles que querem fazer a sua vontade, mais do que somente conhecer o credo ou confissão cristã.



lunes, 27 de julio de 2015

LIVRO: O FIM DO MUNDO - COMPLETO

Escriba Valdemir publica livro O FIM DO MUNDO. 118 páginas na qual explica os eventos proféticos sobre o fim dos tempos. (Pode ser adquirido impresso por:amazon.com, clubedeautores.com.br e outras livrarias virtuais) 


viernes, 14 de febrero de 2014

DIA DE SAN VALENTIN

¿Cual es la verdad de este asunto?
Claramente podemos notar, que esta fecha, jamás tuvo origen en la primera iglesia donde estaban los apóstoles, los primeros cristianos que eran sanos en fe y doctrina, nunca participaron de las fiestas paganas de los romanos, ni menos, las tomaron para luego, ponerles un traje de cristiano.

Lo real de este asunto es que la Iglesia Católica, en su afán de promover una fiesta pagana, solamente la cubre por encima, dándole un color cristiano pero huele a pagano. Pues, en esta fiesta de “San Valentín” o “De el día de los enamorados”, aun se conservan los mismos símbolos de paganismo, tales como, el corazón con la flecha atravesada, el dios cupido, etc. EL SEÑOR LO REPRENDA!
A más de algún enamorado, le ha de molestar la VERDAD; Pero, para ser fiel a la verdad del evangelio, en donde se enseña enfáticamente a no practicar ningún tipo de idolatría, que es, en segundo plano del significado de esa palabra, participar de cualquier otro culto, que no sea, el de dar tributo al único DIOS Verdadero, el cual es JEHOVÁ. Es decir, practicar o participar de alguna celebración mundana, por más que esta parezca bonita o inofensiva, es cometer el pecado de idolatría, sobre todo, cuando estas fiestas no son de origen cristiano puro, sino que de origen pagano. 

"Oíd la palabra que ha hablado JEHOVÁ acerca de vosotros, oh casa de Israel. Así ha dicho JEHOVÁ: "No aprendáis el camino de las naciones, ni tengáis temor de las señales del cielo, aunque las naciones las teman. Porque las costumbres de los pueblos son vanidad” (Jeremías 10:1)
►Conclusión: Tenemos todos los días del año, para demostrar el amor que sentimos hacia nuestras esposas y esposos, o en el caso de los solteros, para sus novios y novias o amigos. No olvidemos que además del origen pagano de esta fecha, lo que mas se busca, es el consumismo de las personas, a fin de que los que comercian solo se enriquezcan.

Por otra parte, hay algo que todo hijo de DIOS debe de saber, y es que, nosotros no practicamos, de las costumbres paganas y mundanas, que el común ser humano, alejado de DIOS practica. Pues las escrituras nos dicen lo siguiente:

"Oíd la palabra que ha hablado JEHOVÁ acerca de vosotros, oh casa de Israel. Así ha dicho JEHOVÁ: "No aprendáis el camino de las naciones, ni tengáis temor de las señales del cielo, aunque las naciones las teman. Porque las costumbres de los pueblos son vanidad” (Jeremías 10:1)

viernes, 31 de enero de 2014

JOHN THE BAPTIST - THE ESSENE

JOHN THE BAPTIST - THE ESSENE
By Scribe Valdemir

Biblical evidence compared with the rules of community life of the Jewish sect of the Essenes, give strong evidence that John the Baptist was an Essene, and more, the Christian baptism in one act,  is a variant of the daily ritual purification baths that the Essenes practiced in the caves of Qumran. The way of life that the Bible describes John the Baptist, compared with the rules of life of the Essenes, even the food habit of eating locusts, leads me to believe that Christian baptism is rather inspired in hallowed group of Jews that were in time of Jesus, the Essenes.

jueves, 26 de diciembre de 2013

NATAL E ANO NOVO MATAM

O Escriba Valdemir Mota de Menezes abomina o Natal

Natal e ano novo matam

 23 de dezembro de 2010
Para você, fim de ano é uma época feliz? Luzinhas, família reunida, peru, confraternização e blá blá blá: tem quem ame, tem quem odeie. Para o segundo grupo, o dos grinchs, aí vai um argumento a mais: “Natal e Ano Novo parecem ser fatores de risco para a morte decorrente de várias doenças”, diz um pessoal da Universidade da Califórnia (EUA). Eles analisaram 57.451.944 registros de óbito feitos entre 1979 e 2004 em hospitais norteamericanos e (apesar de não saberem dizer o porquê) descobriram que mais gente morre nos dias 25 e 26 de dezembro e 1º de janeiro do que em qualquer outro dia do ano. “Mais acidentes nas estradas”, dá para pensar. Mas não: o papo é sobre a morte por causas naturais mesmo. “Nas duas semanas que sucedem o Natal, há um excesso de 42.325 mortes por causas naturais, que vai além do aumento natural da época”, diz o estudo. O efeito do mal é mais significativo para quem sofre de um de cinco grupos de doenças: neoplasmas, circulatórias, respiratórias, metabólicas e digestivas. “Mas, com todas as variáveis combinadas, há aumentos de fim de ano em todos os grandes grupos de doenças e emtodos os grupos demográficos, com exceção das crianças”. Um viva ao Papai Noel. E feliz natal, gente! Para quem sobreviver, é claro.

http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/natal-e-ano-novo-matam/?utm_source=redeabril_jovem&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_super

miércoles, 25 de diciembre de 2013

SUPERINTERESSANTE: VERDADEIRA HISTORIA DO NATAL

O Escriba Valdemir Mota de Menezes abomina o Natal


A verdadeira história do Natal

A humanidade comemora essa data desde bem antes do nascimento de Jesus. Conheça o bolo de tradições que deram origem à Noite Feliz

por Texto Thiago Minami e Alexandre Versignassi

Roma, século 2, dia 25 de dezembro. A população está em festa, em homenagem ao nascimento daquele que veio para trazer benevolência, sabedoria e solidariedade aos homens. Cultos religiosos celebram o ícone, nessa que é a data mais sagrada do ano. Enquanto isso, as famílias apreciam os presentes trocados dias antes e se recuperam de uma longa comilança.
Mas não. Essa comemoração não é o Natal. Trata-se de uma homenagem à data de “nascimento” do deus persa Mitra, que representa a luz e, ao longo do século 2, tornou-se uma das divindades mais respeitadas entre os romanos. Qualquer semelhança com o feriado cristão, no entanto, não é mera coincidência.
A história do Natal começa, na verdade, pelo menos 7 mil anos antes do nascimento de Jesus. É tão antiga quanto a civilização e tem um motivo bem prático: celebrar o solstício de inverno, a noite mais longa do ano no hemisfério norte, que acontece no final de dezembro. Dessa madrugada em diante, o sol fica cada vez mais tempo no céu, até o auge do verão. É o ponto de virada das trevas para luz: o “renascimento” do Sol. Num tempo em que o homem deixava de ser um caçador errante e começava a dominar a agricultura, a volta dos dias mais longos significava a certeza de colheitas no ano seguinte. E então era só festa. Na Mesopotâmia, a celebração durava 12 dias. Já os gregos aproveitavam o solstício para cultuar Dionísio, o deus do vinho e da vida mansa, enquanto os egípcios relembravam a passagem do deus Osíris para o mundo dos mortos. Na China, as homenagens eram (e ainda são) para o símbolo do yin-yang, que representa a harmonia da natureza. Até povos antigos da Grã-Bretanha, mais primitivos que seus contemporâneos do Oriente, comemoravam: o forrobodó era em volta de Stonehenge, monumento que começou a ser erguido em 3100 a.C. para marcar a trajetória do Sol ao longo do ano.
A comemoração em Roma, então, era só mais um reflexo de tudo isso. Cultuar Mitra, o deus da luz, no 25 de dezembro era nada mais do que festejar o velho solstício de inverno – pelo calendário atual, diferente daquele dos romanos, o fenômeno na verdade acontece no dia 20 ou 21, dependendo do ano. Seja como for, esse culto é o que daria origem ao nosso Natal. Ele chegou à Europa lá pelo século 4 a.C., quando Alexandre, o Grande, conquistou o Oriente Médio. Centenas de anos depois, soldados romanos viraram devotos da divindade. E ela foi parar no centro do Império.
Mitra, então, ganhou uma celebração exclusiva: o Festival do Sol Invicto. Esse evento passou a fechar outra farra dedicada ao solstício. Era a Saturnália, que durava uma semana e servia para homenagear Saturno, senhor da agricultura. “O ponto inicial dessa comemoração eram os sacrifícios ao deus. Enquanto isso, dentro das casas, todos se felicitavam, comiam e trocavam presentes”, dizem os historiadores Mary Beard e John North no livro Religions of Rome (“Religiões de Roma”, sem tradução para o português). Os mais animados se entregavam a orgias – mas isso os romanos faziam o tempo todo. Bom, enquanto isso, uma religião nanica que não dava bola para essas coisas crescia em Roma: o cristianismo.
Solstício cristão
As datas religiosas mais importantes para os primeiros seguidores de Jesus só tinham a ver com o martírio dele: a Sexta-Feira Santa (crucificação) e a Páscoa (ressurreição). O costume, afinal, era lembrar apenas a morte de personagens importantes. Líderes da Igreja achavam que não fazia sentido comemorar o nascimento de um santo ou de um mártir – já que ele só se torna uma coisa ou outra depois de morrer. Sem falar que ninguém fazia idéia da data em que Cristo veio ao mundo – o Novo Testamento não diz nada a respeito. Só que tinha uma coisa: os fiéis de Roma queriam arranjar algo para fazer frente às comemorações pelo solstício. E colocar uma celebração cristã bem nessa época viria a calhar – principalmente para os chefes da Igreja, que teriam mais facilidade em amealhar novos fiéis. Aí, em 221 d.C., o historiador cristão Sextus Julius Africanus teve a sacada: cravou o aniversário de Jesus no dia 25 de dezembro, nascimento de Mitra. A Igreja aceitou a proposta e, a partir do século 4, quando o cristianismo virou a religião oficial do Império, o Festival do Sol Invicto começou a mudar de homenageado. “Associado ao deus-sol, Jesus assumiu a forma da luz que traria a salvação para a humanidade”, diz o historiador Pedro Paulo Funari, da Unicamp. Assim, a invenção católica herdava tradições anteriores. “Ao contrário do que se pensa, os cristãos nem sempre destruíam as outras percepções de mundo como rolos compressores. Nesse caso, o que ocorreu foi uma troca cultural”, afirma outro historiador especialista em Antiguidade, André Chevitarese, da UFRJ.
Não dá para dizer ao certo como eram os primeiros Natais cristãos, mas é fato que hábitos como a troca de presentes e as refeições suntuosas permaneceram. E a coisa não parou por aí. Ao longo da Idade Média, enquanto missionários espalhavam o cristianismo pela Europa, costumes de outros povos foram entrando para a tradição natalina. A que deixou um legado mais forte foi o Yule, a festa que os nórdicos faziam em homenagem ao solstício. O presunto da ceia, a decoração toda colorida das casas e a árvore de Natal vêm de lá. Só isso.
Outra contribuição do norte foi a idéia de um ser sobrenatural que dá presentes para as criancinhas durante o Yule. Em algumas tradições escandinavas, era (e ainda é) um gnomo quem cumpre esse papel. Mas essa figura logo ganharia traços mais humanos.
Nasce o Papai Noel
Ásia Menor, século 4. Três moças da cidade de Myra (onde hoje fica a Turquia) estavam na pior. O pai delas não tinha um gato para puxar pelo rabo, e as garotas só viam um jeito de sair da miséria: entrar para o ramo da prostituição. Foi então que, numa noite de inverno, um homem misterioso jogou um saquinho cheio de ouro pela janela (alguns dizem que foi pela chaminé) e sumiu. Na noite seguinte, atirou outro; depois, mais outro. Um para cada moça. Aí as meninas usaram o ouro como dotes de casamento – não dava para arranjar um bom marido na época sem pagar por isso. E viveram felizes para sempre, sem o fantasma de entrar para a vida, digamos, “profissional”. Tudo graças ao sujeito dos saquinhos. O nome dele? Papai Noel.
Bom, mais ou menos. O tal benfeitor era um homem de carne e osso conhecido como Nicolau de Myra, o bispo da cidade. Não existem registros históricos sobre a vida dele, mas lenda é o que não falta. Nicolau seria um ricaço que passou a vida dando presentes para os pobres. Histórias sobre a generosidade do bispo, como essa das moças que escaparam do bordel, ganharam status de mito. Logo atribuíram toda sorte de milagres a ele. E um século após sua morte, o bispo foi canonizado pela Igreja Católica. Virou são Nicolau.
Um santo multiuso: padroeiro das crianças, dos mercadores e dos marinheiros, que levaram sua fama de bonzinho para todos os cantos do Velho Continente. Na Rússia e na Grécia Nicolau virou o santo nº1, a Nossa Senhora Aparecida deles. No resto da Europa, a imagem benevolente do bispo de Myra se fundiu com as tradições do Natal. E ele virou o presenteador oficial da data. Na Grã-Bretanha, passaram a chamá-lo de Father Christmas (Papai Natal). Os franceses cunharam Pére Nöel, que quer dizer a mesma coisa e deu origem ao nome que usamos aqui. Na Holanda, o santo Nicolau teve o nome encurtado para Sinterklaas. E o povo dos Países Baixos levou essa versão para a colônia holandesa de Nova Amsterdã (atual Nova York) no século 17 – daí o Santa Claus que os ianques adotariam depois. Assim o Natal que a gente conhece ia ganhando o mundo, mas nem todos gostaram da idéia.
Natal fora-da-lei
Inglaterra, década de 1640. Em meio a uma sangrenta guerra civil, o rei Charles 1º digladiava com os cristãos puritanos – os filhotes mais radicais da Reforma Protestante, que dividiu o cristianismo em várias facções no século 16.
Os puritanos queriam quebrar todos os laços que outras igrejas protestantes, como a anglicana, dos nobres ingleses, ainda mantinham com o catolicismo. A idéia de comemorar o Natal, veja só, era um desses laços. Então precisava ser extirpada.
Primeiro, eles tentaram mudar o nome da data de “Christmas” (Christ’s mass, ou Missa de Cristo) para Christide (Tempo de Cristo) – já que “missa” é um termo católico. Não satisfeitos, decidiram extinguir o Natal numa canetada: em 1645, o Parlamento, de maioria puritana, proibiu as comemorações pelo nascimento de Cristo. As justificativas eram que, além de não estar mencionada na Bíblia, a festa ainda dava início a 12 dias de gula, preguiça e mais um punhado de outros pecados.
A população não quis nem saber e continuou a cair na gandaia às escondidas. Em 1649, Charles 1º foi executado e o líder do exército puritano Oliver Cromwell assumiu o poder. As intrigas sobre a comemoração se acirraram, e chegaram a pancadaria e repressões violentas. A situação, no entanto, durou pouco. Em 1658 Cromwell morreu e a restauração da monarquia trouxe a festa de volta. Mas o Natal não estava completamente a salvo. Alguns puritanos do outro lado do oceano logo proibiriam a comemoração em suas bandas. Foi na então colônia inglesa de Boston, onde festejar o 25 de dezembro virou uma prática ilegal entre 1659 e 1681. O lugar que se tornaria os EUA, afinal, tinha sido colonizado por puritanos ainda mais linha-dura que os seguidores de Cromwell. Tanto que o Natal só virou feriado nacional por lá em 1870, quando uma nova realidade já falava mais alto que cismas religiosas.
Tio Patinhas
Londres, 1846, auge da Revolução Industrial. O rico Ebenezer Scrooge passa seus Natais sozinho e quer que os pobres se explodam “para acabar com o crescimento da população”, dizia. Mas aí ele recebe a visita de 3 espíritos que representam o Natal. Eles lhe ensinam que essa é a data para esquecer diferenças sociais, abrir o coração, compartilhar riquezas. E o pão-duro se transforma num homem generoso.
Eis o enredo de Um Conto de Natal, do britânico Charles Dickens. O escritor vivia em uma Londres caótica, suja e superpopulada – o número de habitantes tinha saltado de 1 milhão para 2,3 milhões na 1a metade do século 19. Dickens, então, carregou nas tintas para evocar o Natal como um momento de redenção contra esse estresse todo, um intervalo de fraternidade em meio à competição do capitalismo industrial. Depois, inúmeros escritores seguiram a mesma linha – o nome original do Tio Patinhas, por exemplo, é Uncle Scrooge, e a primeira história do pato avarento, feita em 1947, faz paródia a Um Conto de Natal. Tudo isso, no fim das contas, consolidou a imagem do “espírito natalino” que hoje retumba na mídia. Quer dizer: quando começar o próximo especial de Natal da Xuxa, pode ter certeza de que o fantasma de Dickens vai estar ali.
Outra contribuição da Revolução Industrial, bem mais óbvia, foi a produção em massa. Ela turbinou a indústria dos presentes, fez nascer a publicidade natalina e acabou transformando o bispo Nicolau no garoto-propaganda mais requisitado do planeta. Até meados do século 19, a imagem mais comum dele era a de um bispo mesmo, com manto vermelho e mitra – aquele chapéu comprido que as autoridades católicas usam. Para se enquadrar nos novos tempos, então, o homem passou por uma plástica. O cirurgião foi o desenhista americano Thomas Nast, que em 1862, tirou as referências religiosas, adicionou uns quilinhos a mais, remodelou o figurino vermelho e estabeleceu a residência dele no Pólo Norte – para que o velhinho não pertencesse a país nenhum. Nascia o Papai Noel de hoje. Mas a figura do bom velhinho só bombaria mesmo no mundo todo depois de 1931, quando ele virou estrela de uma série de anúncios da Coca-Cola. A campanha foi sucesso imediato. Tão grande que, nas décadas seguintes, o gorducho se tornou a coisa mais associada ao Natal. Mais até que o verdadeiro homenageado da comemoração. Ele mesmo: o Sol.